Neste projeto, tivemos a possibilidade de explorar um nicho de mercado pouco desenvolvido. Vimos que a indústria de brinquedos é caracterizada por inovações, porém descobrimos que no tocante a brinquedos para deficientes visuais, há pouco interesse por parte dos fabricantes de brinquedos. Foi a partir dessa constatação que começamos a desenvolver nosso projeto.

Vale compartilhar também a grande experiência que tivemos ao conhecer melhor a deficiência visual e pessoas que a tem. Só assim foi possível desenvolver nosso produto, que atende tanto a necessidade emocional como a física do portador, além de ser uma opção para as pessoas que buscam constantemente produtos que melhor se adéqüem às necessidades dessas pessoas.

Neste projeto foi possível aplicar os conhecimentos adquiridos em sala, todas as estratégias de marketing foram usadas, e juntamente com a experiência de cada integrante do grupo, conseguimos criar uma empresa e lançar um produto. Tencionamos dar continuidade a este projeto, por viabilizar o brinquedo ao mercado. Estamos tomando as medidas jurídicas cabíveis ao assunto.

E o grande clímax deste trabalho será a nossa feira, onde será exposto o brinquedo. Acreditamos que este trabalho vai além de um projeto de universidade; ele também terá uma utilidade pública, as pessoas terão maiores informações sobre os portadores de deficiência.

Este projeto seria inviável sem a ajuda de cada integrante do grupo, que se dedicou não só ao trabalho, mas também a causa dos deficientes visuais. Além disso, gostaríamos de agradecer a Prof ª Janaíra Dantas e ao Profº Raphael Oliani, que nos deram o suporte necessário para que o projeto tenha sido finalizado.

Tivemos alguma dificuldade, pois a fabricação de brinquedos artesanais não é simples, além de ter um custo relativamente alto. Além disso, crianças portadoras de deficiências podem brincar, a princípio, com quase qualquer brinquedo comum. Entretanto, a escolha de objetos com algumas características específicas, adaptações ou intervenções do adulto na brincadeira ou no brinquedo podem propiciar uma experiência lúdica mais proveitosa. Para crianças cegas, os brinquedos devem estimular outros sentidos, que não sejam a visão: tato, olfato, audição, paladar, tendo em vista que 80% de tudo o que uma criança aprende é através da visão e a criança portadora de deficiência visual não tem isso. Para que fossepossível desenvolver esse brinquedo, tivemos que considerar fatores relevantes, como, por exemplo, a faixa etária, a forma do brinquedo, os materiais a serem utilizados. Além disso, tivemos que procurar a ajuda de educadores especializados.

No entanto, foi possível desenvolver o brinquedo, e obtivemos a aprovação tanto de orientadores como de pessoas que entendem como deve ser feito esse tipo de brinquedo.

Estamos agora na expectativa da feira, do “lançamento” do brinquedo, e numa expectativa ainda maior, que é de disponibilizar o produto ao mercado e dessa forma chamar atenção das pessoas para esse público tão especial.

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